A arte de se comunicar: conheça as 5 linguagens do amor – Parte 1

Heidi Muniz | Desenvolvimento Pessoal

fev 07
comunicar

Ao interagir com as pessoas, a intenção de ajudar não garante que você será compreendido. Na tentativa de se comunicar, é possível que seus pensamentos e emoções não façam sentido para quem recebe a sua mensagem.

Por exemplo, um cientista que deseja contribuir para o mundo com o seu conhecimento, escreve entusiasmado um artigo. Mas ele usa uma linguagem tão específica que nem mesmo seus colegas entendem a pesquisa.

De maneira similar, um pai ou uma mãe que fazem apenas comentários negativos, carregados de críticas, não conseguem mostrar todo o amor que sentem pelos filhos.

As intenções do cientista e dos pais são boas, mas não alcançam as pessoas. Afinal, existe uma diferença entre o que se diz (intenção) e o que se entende (significado). Tal diferença deve-se ao fato de que cada um interpreta a mensagem de acordo com a linguagem que costuma usar. E em ambos os casos mencionados, o diálogo não deu certo porque foi realizado em linguagens que os outros não entendiam.

E quando se trata de interagir com o próximo, existem 5 linguagens. Confira a seguir.

Entenda as 5 linguagens do amor

O antropologista e consultor de casamentos Gary Chapman identificou 5 linguagens usadas pelos seres humanos. São chamadas linguagens de amor porque permitem comunicar amor, amizade e educação e, por fim, abrem espaço para criar laços entre as pessoas.

As linguagens podem ser utilizadas em basicamente qualquer contexto que tenha uma interação social. Isso inclui o relacionamento de um casal, pais e filhos, amigos e colegas de trabalho.

Uma linguagem de amor corresponde a uma forma de comunicar algum tipo de amor. A linguagem principal ou primária de alguém é determinada pelo que é mais importante para ela ou ele.

Um ponto-chave, válido para todas as linguagens, é que a forma de comunicação usada para amar também permite machucar. Se você desprezar o que é relevante para uma pessoa, ela se sentirá magoada. Por outro lado, ao manifestar afeto considerando os valores de alguém, a sua comunicação terá significado e será entendida de maneira positiva.

Para facilitar a leitura, vou dividir este artigo em dois. Então nesta primeira parte, discutiremos 2 das 5 linguagens do amor e, no próximo post, aprenderemos as restantes.

1. Palavras de afirmação

Esta é a linguagem primária para quem valoriza as palavras. Frases que para você podem não significar grande coisa, para esta pessoa, significam muito. Como consequência, expressões rudes (que não necessariamente são rudes para você) e críticas podem magoar.

Caso deseje ter uma boa relação com alguém cuja linguagem primária é palavras de afirmação, então esteja atento ao que você fala. Procure incentivar e expressar com palavras os pontos positivos do outro.

Uma breve história pessoal: Logo depois de terminar o mestrado, eu estava bem desanimada, não queria continuar na biologia e não sabia que carreira seguir. E numa reunião em família, meu pai me criticou por estar mal e insinuou que eu poderia tentar fazer algo insensato, que colocasse minha vida em risco. Neste momento meu tio disse duas frases que ficaram na minha cabeça até hoje: “A Heidi não é assim. Ela vai se levantar.” Me emociona lembrar disso e não por acaso este é o meu tio preferido, pois sinto que sou amada e que ele acredita em mim.

Percebeu a diferença? Ao se comunicar usando a linguagem primária de alguém, as emoções vem à superfície, pois se trata de algo importante para aquela pessoa.

2. Tempo de qualidade

Já viu uma criança chamar várias vezes algum familiar, a fim de mostrar um desenho ou um novo brinquedo? Talvez você tenha ouvido ou até dito, quando pequeno, frases como “Mamãe, vem ver uma coisa, corre!”.

Agora pense nas seguintes reclamações de um cônjuge: “Ele não sai comigo, só fica nessa tv, assistindo jogo” ou “Ela nunca vai nas confraternizações da empresa, tenho que ir sozinho.”

Tanto o exemplo da criança quanto dos adultos são casos em que a linguagem primária de amor é tempo de qualidade. Para estas pessoas, o tempo é precioso e o que mais desejam é a presença do outro. São aqueles que só de estarem ao lado de quem gostam, já se sentem bem.

Não precisa ser um restaurante de luxo nem várias horas. A sua atenção completamente voltada para aquela pessoa, por alguns minutos, pode ser o suficiente para que ela ou ele entenda o seu amor e a sua amizade.

O primeiro passo para se comunicar

Ainda restam 3 linguagens para aprendermos, mas desde agora já é possível dar o primeiro passo para se comunicar melhor. Então comece a observar e a ouvir atentamente o outro. E repare também em você mesmo.

As queixas mais frequentes normalmente envolvem o que é importante para a pessoa. Caso esteja lidando com alguém mais reservado e introvertido, tome a iniciativa e pergunte o que não sabe.

Quanto ao seu tipo de comunicação, repare de que maneira você costuma demonstrar amor e gentileza. Aí esta a pista sobre a sua própria linguagem primária.

Uma última dica é que, no início, se comunicar com uma linguagem diferente da sua vai parecer estranho. Mas lembre-se que o caminho para a compreensão mútua está em falar numa linguagem que o outro entenda. Então reúna suas forças e tente, pois vale a pena.

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Você conhece alguém que usa alguma das linguagens de amor discutidas? Aproveite e compartilhe este post com amigos que queiram aprender mais sobre comunicação.

Acompanhe a parte 2

Não perca a parte 2 deste artigo! Aprenda as 3 linguagens restantes aqui.

Imagem: Matheus Ferrero via Unsplash
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Sobre a autora

Fundadora do Mudança em Foco. Heidi Muniz é coach de vida certificada pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC) e mentora de desenvolvimento pessoal. Sua missão é ajudar pessoas a realizar objetivos e a promover mudanças positivas em suas vidas. Ela acredita que cada pessoa pode desenvolver as habilidades que precisa para viver melhor e que o primeiro passo é estar aberto a mudanças. Para conhecer mais sobre o trabalho da Heidi, acesse a página de Serviços ou a página Sobre.