5 atitudes para melhorar a sua comunicação no ambiente de trabalho

Heidi Muniz | Desenvolvimento Pessoal

out 06
comunicação no ambiente de trabalho

Trabalhar com pessoas não é tarefa fácil. Cada um tem seu conjunto de crenças e perfil de comportamento. E não será raro que um colega pense e aja de modo diferente de você. Mas mesmo que existam diferentes tipos de pessoas, uma equipe pode ser produtiva. Se houver uma boa comunicação no ambiente de trabalho, cada um pode contribuir com sua própria especialidade (aquilo em que a pessoa é boa para fazer), fazendo com que o resultado final seja ainda melhor.

Para que uma equipe seja produtiva, é preciso melhorar a comunicação sob uma perspectiva individual. É claro que nem todos estarão abertos a olhar para si e mudar o que precisam. No entanto, a partir do momento em que você se concentra nas suas próprias atitudes e na maneira como você vivencia o trabalho, você está assumindo uma responsabilidade que é sua e deixando para trás o que não está ao seu alcance (as atitudes dos outros).

Porém, na pressa do dia a dia, às vezes não prestamos atenção em alguns detalhes, importantes para trabalhar bem em equipe. Em vista disso, este artigo traz atitudes que podem melhorar a sua comunicação no ambiente de trabalho. Como você lerá logo adiante, ações simples já deixam o clima mais leve e incentivam a colaboração entre os colegas.

1. Cumprimente seus colegas

Quando você não cumprimenta os seus colegas, várias interpretações podem surgir e podem ser bem diferentes da realidade. Por exemplo, alguns podem pensar que você é uma pessoa “exibida”, outros podem te ver como antipático. Isso não significa que você precise ser outra pessoa no ambiente de trabalho. Você pode e deve manter a sua originalidade, ser quem você é. Mas cumprimentar não é uma demonstração de personalidade, cumprimentar é um ato de educação. É uma convenção básica para demonstrar que você tem respeito pelos seus colegas.

Então mesmo que você seja introvertido ou não converse muito com fulano e beltrano, cumprimente todos. E se interação social tem sido um problema para você, dizer um “bom dia” é um ótimo exercício. Ao cumprimentar os demais, seus colegas entendem que você está disposto a interagir e, assim, você cria uma oportunidade para conversar mais e quem sabe até fazer novas amizades.

2. Atenção com a cara fechada

Se você vive focado nos seus próprios assuntos, talvez você descuide de vez em quando da sua expressão facial. E esse é um ponto que precisa ser levado em consideração. Suponha que um(a) colega tenha te pedido algo, exemplo, imprimir e assinar um recibo. Você está ocupado no momento e só diz um “Já te entrego” com uma expressão séria. A pessoa pode entender que você estava de má vontade ou que você achou o pedido um incômodo. Mas a verdade é que sua mente estava em outro lugar, preocupado com outras coisas. E na hora, você atendeu seu colega de cara fechada.

Ainda que seja algo simples como uma cara fechada, algumas pessoas podem amplificar um pequeno mal-entendido. Seu colega pode imaginar que você tem algo contra ele ou que você não gosta dele. Talvez até se torne antipático “gratuitamente” com você. Enfim, a imaginação não tem limites!

Dessa forma, quando perceber que a sua expressão está muito séria ou que você não deu atenção para alguém, procure aquela pessoa de novo e explique. Isso já demonstra que você se importa. E este é um dos segredos para construir boas relações em qualquer lugar. Afinal, as pessoas gostam de quem se importa com elas.

3. Resista à fofoca e evite reclamar dos seus colegas

Quem dera que apenas conversas positivas acontecessem. Mas no dia a dia, as fofocas podem ser mais frequentes do que queremos. Principalmente se você está começando e quer se enturmar, é difícil ficar alheio às fofocas. Quando estamos ansiosos para interagir com os novos colegas, qualquer conversa parece uma oportunidade, não é? Mas não deixe a sua vontade de interagir ser maior do que a sua consciência.

O fofoqueiro(a) tem uma imensa necessidade de compartilhar a notícia, seja ela falsa, verdadeira ou aumentada. Ou seja, a pessoa que está falando da vida dos outros, não está conversando com você porque é simpática, mas sim porque ela(e) quer suprir uma necessidade, com a sua atenção. E se você acha que o fofoqueiro nunca falaria mal de você, saiba que esta pessoa tem sempre um enorme acervo de notícias aumentadas disponíveis, inclusive sobre você.

Agora imagine quantas pessoas trabalhariam bem juntas, se nenhuma falasse mal da vida da outra! Imagine quantas pessoas deixam de crescer dentro de uma empresa ou instituição porque lhes falta consciência e habilidade interpessoal.

Mas como você não pode impedir um fofoqueiro de comentar sobre os colegas, o melhor que você pode fazer neste caso é não entrar no ciclo de fofocas. Responda com “Uhum”, “Aham”, “Ok” ou simplesmente mude de assunto. E não passe a informação adiante. Com uma postura neutra, você se livra do conflito e ainda sinaliza para o grupo que você está ali para fazer o seu trabalho, não para julgar ou reclamar das pessoas.

4. Tenha cautela com o seu tom de voz e as suas palavras

O tom de voz e as palavras têm um grande poder na sua comunicação. Falar alto demais pode ser interpretado como falta de respeito, imposição de autoridade ou ameaça. E gritar, então? Pior ainda. Gritar causa um grande impacto negativo em qualquer relação. Não importa há quantos anos você conhece aquela pessoa, não importa qual é a sua autoridade, não importa se a pessoa errou, gritar é percebido como uma forma de ataque e de desrespeito. Agora, pense bem, você estaria disposto a colaborar com alguém que te insultou? Você teria algum tipo de simpatia por alguém que gritou com você?

É por isso que no ambiente de trabalho, um tom de voz desrespeitoso deve ser evitado. E se gritar for um hábito seu, uma reação automática, é ainda mais importante que você comece a mudar este tipo de atitude.

O que conta é a maneira como você trata as pessoas.

E o contrário, é verdadeiro? Tom de voz muito baixo atrapalha? Se é uma questão de timidez, à medida em que você se sentir mais à vontade, você poderá ajustar o seu tom de voz para ser mais audível. Mas a princípio, isso não causa conflitos. Ser timído não impede você de trabalhar bem em equipe nem de se comunicar com seus colegas. O que conta é a maneira como você trata as pessoas.

E as palavras?

E falando em maneira de tratar as pessoas, as suas palavras também fazem parte deste quesito. Conversamos sobre isso em outro artigo, que cada pessoa usa uma ou mais linguagens para se comunicar. E que as palavras são uma das linguagens. Para você, pode ter sido só uma frase, mas para quem valoriza palavras, elas significam muita coisa. Por exemplo, suponha que um colega cometa um erro no trabalho. E depois você chega e diz: “Eu esperava mais de você.” Minha nossa! Para alguém cuja linguagem primária são palavras, isso é terrível, é apunhalar o coração, é dizer que esta pessoa te decepcionou. Entende o nível de importância que a pessoa atribui para as palavras?

Existem várias palavras que podem ofender e até brincadeiras, podem resultar em inimizades dentro do trabalho. Então uma alternativa é que antes de falar sobre um erro ou assunto similar, foque no que a pessoa tem feito de bom e só então apresente o problema do ponto de vista da empresa, da maneira mais imparcial que você conseguir.

Exemplo: Você tem feito um ótimo trabalho com as entregas dos pedidos, você é solícito e rápido. Mas você acha sensato fazer tal coisa e tal coisa? Você acha que gerar este tipo de conflito dentro da equipe te ajuda? Que consequências negativas você percebeu? Você estaria disposto a ter atitudes diferentes para lidar com o problema?

Sempre tenha em mente, que a sua intenção influencia bastante as palavras que você vai usar.

5. Antes de julgar e acusar, procure ouvir o que aconteceu

Uma estratégia para se estressar menos com os seus colegas de trabalho e trabalhar melhor em equipe é se conscientizar de que você não sabe o que eles(as) pensam. Existe uma distorção cognitiva chamada “leitura mental”, segundo a qual você tira conclusões precipitadas sem ter evidências e supõe que sabe a motivação por trás das ações das pessoas.

Exemplo: um(a) colega chega atrasado e você já pensa “É folgado mesmo e eu aqui levanto da cama duas horas antes, pra esse camarada chegar a hora que quiser”. Mas você não sabe realmente por que o seu colega chegou atrasado, você criou sozinho toda uma história para explicar o acontecimento. E acredite, muitas vezes a sua imaginação não passa nem perto da realidade. E se o seu colega tiver levado a filha no hospital? E se alguém bateu no carro dele? E se ele acordou cedo, mas se atrasou porque teve que ajudar a vizinha idosa? Você não sabe, então não tente presumir.

Ao se conscientizar de que a sua imaginação cria histórias que podem não ser verdadeiras, você deixa de julgar sem ter informações e evita estresse. Além disso, quando você não julga antes de saber o que aconteceu, você cria um espaço para ouvir o outro. Então antes de apontar o dedo, ouça. Não presuma que você sabe. Ouça atentamente e só depois, aja de acordo se a situação exigir.

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Imagem: Raw Pixel via Unsplash.
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Sobre a autora

Fundadora do Mudança em Foco. Heidi Muniz é coach de vida certificada pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC) e mentora de desenvolvimento pessoal. Sua missão é ajudar pessoas a realizar objetivos e a promover mudanças positivas em suas vidas. Ela acredita que cada pessoa pode desenvolver as habilidades que precisa para viver melhor e que o primeiro passo é estar aberto a mudanças. Para conhecer mais sobre o trabalho da Heidi, acesse a página de Serviços ou a página Sobre.