4 padrões mentais que podem estar impedindo a sua felicidade

Heidi Muniz | Desenvolvimento Pessoal

abr 27
padrões mentais

Muitas pessoas vivem insatisfeitas com a vida que tem ou guardam alguma tristeza. Não importa a fase da vida, sempre há algum problema que faz você sentir um peso, uma angústia? Então é possível que a origem de tudo isso sejam os padrões da mente. Quando falamos em padrões mentais, estamos nos referindo a pensamentos, julgamentos, emoções e atitudes que repetimos em determinadas situações. Por exemplo, há pessoas que sempre reagem com raiva, para a boa parte dos problemas cotidianos e se acostumam tanto a sentir esta emoção, que até coisas mínimas já lhes causam uma imensa irritação e mau-humor.

Ao longo do tempo, o cérebro humano foi aprimorando padrões mentais negativos que pudessem proteger nossa espécie dos perigos da época. Na antiguidade, era difícil lidar com problemas como:

  • exposição a animais selvagens
  • fenômenos naturais como tempestades e neve
  • tratar e prevenir doenças causadas por falta de sanitarismo e higiene

E por proteção, o cérebro de nossos antepassados foi ficando muito bom em sentir medo, raiva, preocupação e em usar as atitudes chamadas de piloto automático (reagir sempre da mesma maneira).

Apesar de hoje conseguirmos lidar muito melhor com o que seria considerado ameaça na antiguidade, o nosso cérebro ainda carrega padrões mentais herdados dos nossos antepassados. E como estes perigos já não fazem mais parte de nosso cotidiano, estes padrões negativos trazem mais problemas que soluções.

O medo, a insegurança, a repetição de comportamentos de fuga/prevenção são muitas vezes, desnecessários. Mas estão em nossas mentes, como herança biológica.

Então para começar a criar mais positividade em sua vida, o primeiro passo é identificar alguns destes padrões mentais, que podem estar impedindo a sua felicidade. Conheça neste artigo 4 destes padrões e veja como eles atuam nos dias de hoje, em nossas mentes.

1. O apego a pessoas

Imagem de Neonbrand, via Unsplash.

É natural querer cuidar das pessoas que você ama, mas nem sempre fica claro até que ponto você deveria ir para ajudar alguém. E nesta tentativa de ajudar, é possível que você passe por um desgaste emocional. Afinal, você cuida do próximo e esquece de cuidar de si. Neste caso, o apego ao ente querido é tão grande que você tenta assumir responsabilidades que não são suas. Como consequência você se sobrecarrega, afetando o seu bem-estar físico e mental.

Outro exemplo de apego a pessoas é tentar interferir na escolha do outro. Todos nós criamos expectativas. Queremos o melhor para quem é importante em nossas vidas. E na intenção de ajudar, tentamos decidir pelo próximo. O problema é que ao fazer isso, você está tirando a liberdade da pessoa e a sua também. Você não tem paz enquanto não consegue convencer e controlar o outro, o que cria sofrimento, pois você fica preso a esta angústia. Além disso, ao tentar decidir a vida de alguém, você está demonstrando que não confia na capacidade desta pessoa. Em contrapartida, quando você confia, você aceita a decisão dele(a). Detalhe importante: aceitar não é gostar, é apenas respeitar e reconhecer.

2. O apego ao passado

Imagem de Ian Dooley, via Unsplash.

O passado pode guardar recordações boas e aprendizados, mas muita tristeza é gerada quando você não consegue se desligar das coisas ruins que já aconteceram. Se há ressentimento ou culpa, é possível que você mantenha algumas atitudes como uma maneira de se proteger. Como indício de apego ao passado, podemos citar o seguinte exemplo: comentar sobre alguém que errou com você para seus amigos e familiares, várias vezes, mesmo tendo acontecido há anos atrás. Ou manter a mesma raiva, não importa quanto tempo passe.

O apego ao passado pode envenenar os seus dias. Em vez de dormir em paz, você dorme com ressentimento. Em vez de acordar com tranquilidade, você levanta pensando que a vida é ruim e injusta. Mesmo sabendo disso, perdoar não é fácil. E o peso do ressentimento muitas vezes, nos impede de ser feliz no momento presente.

Porém, você não precisa perdoar para abrir mão do ressentimento. O ressentimento vai diminuir à medida em que você fizer tudo o que você se privou devido ao que aconteceu. Além disso, é essencial trabalhar a sua resiliência, isto é, a habilidade de se recuperar.

3. O vitimismo

Imagem de Fernando Cferdo, via Unsplash.

O vitimismo é uma das consequências de não exercer a sua autorresponsabilidade e/ou de praticar o apego ao passado. No caso da autorresponsabilidade, talvez o padrão de vitimismo tenha sido passado por gerações na sua família e você viu isso se repetir desde a sua infância. Mas o que é vitimismo afinal? É um padrão em que a pessoa pensa e age como vítima.

Uma pessoa com o padrão de vitimismo não tem iniciativa para construir sua própria felicidade. Na verdade, ela(e) acredita que só será feliz se as pessoas a fizerem feliz. Por outro lado, alguém que se comporta como vítima sempre culpa os outros por seus problemas e por seu sofrimento. É o mundo que é injusto, é o mundo que não gosta dela(e) e nada dá certo para ela(e).

Ainda que você tenha aprendido o vitimismo na sua família e esteja carregando este padrão até hoje, você sempre pode mudar, exercendo a sua autorresponsabilidade. As infinitas possibilidades da vida estão em suas mãos. A questão é, você está disposta(o) a escolher ser feliz?

Se decidir mudar, lembre-se que você não deixa de fazer parte da sua família. Você apenas deixa de gerar sofrimento para si e, quem sabe, talvez até comece um padrão mais saudável e positivo com seus filhos e netos.

4. O anseio de que tudo seja resolvido de uma vez

Imagem de Jeshoots.com, via Unsplash.

Quando temos um problema ou incômodo, desejamos que tudo seja resolvido o mais breve possível. De fato, essa rapidez seria conveniente. No entanto, há situações que, inevitavelmente, vão demorar. Exemplos:

  • a recuperação de uma cirurgia
  • fazer um tratamento médico que leva meses ou até anos
  • recuperar a flexibilidade do corpo causada por sedentarismo
  • fazer uma reeducação alimentar
  • cuidar da ansiedade
  • trabalhar medos e mágoas
  • melhorar a convivência com as pessoas ao seu redor
  • construir uma autoestima saudável
  • construir uma carreira
  • escrever uma tese de graduação ou pós-graduação
  • melhorar algo em que você tem dificuldade

Este anseio, de resolver tudo de uma vez, é gerado por um dos nossos padrões mentais: concentrar-se no futuro. Poderíamos dizer que é um apego ao futuro. O futuro parece muito melhor que o presente, pois imaginamos que futuramente estaremos sem problemas. Além disso, a mente tem dois outros padrões: fugir da dor e buscar prazer. A incerteza do amanhã e problemas não resolvidos são dores, das quais queremos fugir, daí a pressa em solucionar o que te incomoda hoje.

Estar disposto a resolver problemas não é ruim. O que complica a vida e gera sofrimento é resistir e lutar contra as situações que exigem mais tempo para serem solucionadas. E não se culpe se você ainda não consegue aceitar a demora no seu dia a dia. Você pode entender hoje, intelectualmente, que cada coisa tem o seu momento. Mas emocionalmente, isso leva tempo e exige dedicação e desenvolvimento pessoal, dia após dia.

Um abraço!

Imagem principal: Anthony Tran, via Unsplash.
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Sobre a autora

Heidi Muniz é coach de vida certificada pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC). Ela ensina mulheres a construir sua autoestima e recuperar o amor-próprio, com o coaching. Atualmente, seu foco são o Coaching de Autoestima e palestras on-line. Para saber como você pode aprender com a Heidi, acesse a página de Serviços ou a página Sobre.