Como saber se está na hora de mudar de carreira?

Heidi Muniz | Coaching

set 22
mudar de carreira

Mudar de carreira é uma decisão que exige muita reflexão. É claro que não existe um trabalho perfeito, todos têm vantagens e desvantagens. Mas se você chegou num ponto que te deixa mal só de pensar na segunda-feira, então seria uma boa ideia parar e perceber o que está acontecendo.

A decisão de deixar a sua carreira atual e seguir em uma nova direção é somente sua. Mas tomar decisões importantes pode ser um pouco menos turbulento se você tiver alguns pontos bem definidos. Então confira neste artigo perguntas que te ajudarão a decidir com mais tranquilidade.

Este trabalho afeta a sua saúde física e mental?

Por acaso você está tão estressado(a), que não consegue dormir bem? Você deita pensando nos problemas do trabalho e acorda lembrando disso? Sua vida está em modo piloto automático? Você abre a geladeira e esquece o que ia pegar? Olha no relógio e não sabe que horas são? Está sempre exausto? Parece que nada está bom?

E a sua saúde física? Você ficou doente devido ao estresse/ansiedade com o trabalho? Sua casa anda cheia de remédios?

Agora tente se lembrar como está o seu comportamento no ambiente de trabalho. Quando acontece qualquer coisa, você se irrita imediatamente? Você está sempre na defensiva e pronto para brigar? Ou você tenta se isolar dos colegas de trabalho? Você se queixa frequentemente para amigos, familiares e colegas? As situações que ocorrem no seu trabalho, te causam indignação e mal-humor quase todo dia?

Se sua resposta for sim para a maioria destas perguntas, então há grandes chances de que o seu trabalho esteja afetando a sua saúde física e mental. Um ponto importante é notar se isso é uma situação temporária, causada por exemplo, por uma mudança de regras, novo gestor. Ou se todo esse mal-estar sempre existiu e só ficou mais evidente porque se acumulou com o tempo.

O que te deixa insatisfeito(a) pode ser resolvido?

Você pode estar insatisfeito(a) por diferentes razões, tais como:

  • funções do cargo
  • retorno financeiro
  • colegas de trabalho
  • chefe

Ou uma combinação destes fatores. No entanto, a pergunta de ouro aqui é se a causa da sua insatisfação pode ser resolvida.

Geralmente funções podem ser alteradas, tendo uma conversa com o gestor, por exemplo. Com relação ao retorno financeiro, isto já depende do tipo de vínculo (concurso, contratado), do local onde você trabalha (órgão público, setor privado) e também da remuneração típica para aquele cargo.

Sobre expectativas e a realidade do mercado

Precisamos deixar claro um detalhe sobre os salários. É admirável pensar que o retorno financeiro deva ser proporcional ao tempo de formação, esforço e competência de uma pessoa, porém, na prática não é bem assim que funciona. Existem profissões, que por mais interessantes que sejam, não vão pagar mais do que o que você recebe hoje na instituição onde você está. E principalmente, se for um órgão público, não é nada pessoal, não é que não valorizem você, mas é que o sistema está montado assim e os valores são tabelados. Sabendo disso, você pode tentar ajustar as suas expectativas à realidade do seu ambiente de trabalho e se livrar de boa parte do estresse.

Com relação ao último fator de insatisfação, se as pessoas forem o problema, é mais difícil de resolver. Você não escolhe os seus colegas de trabalho, nem o chefe. Assim como também não é possível controlar as atitudes das outras pessoas. Se for um desentendimento mais superficial, mudar a sua postura e melhorar a comunicação pode ajudar sim. Talvez não seja uma solução perfeita, mas tornará o seu dia a dia menos estressante e mais produtivo. Por outro lado, inimizades que ultrapassam a ética e o lado profissional, são mais complicadas de solucionar. Afinal, o ressentimento pode estar forte demais para permitir a compreensão mútua.

Os princípios da empresa onde você trabalha combinam com os seus princípios pessoais?

Cada empresa ou instituição segue um conjunto de valores ou princípios. Mesmo que não esteja escrito em nenhum lugar, certas atitudes são incentivadas e outras não. Por exemplo, talvez numa loja, a competição entre os vendedores seja valorizada. Já em um escola, compartilhar o saber é uma prioridade. Num restaurante, talvez os funcionários sejam uma grande família, que preza pelo união. Isto são princípios.

E quando você acredita em princípios diferentes do seu local de trabalho, podem ocorrer duas situações. Ou você age de uma maneira incompatível com o que é esperado de você, causando transtornos/conflitos na equipe. Ou você age da maneira esperada, mas se frustra com o trabalho porque não está de acordo com os seus valores pessoais.

Isso é motivo para pensar em mudança de carreira? Talvez. O quão importante é para você seguir os seus princípios? Sua realização profissional depende disso?

Uma sugestão, antes de você decidir se vai mudar de carreira …

Cuide da sua mente e do seu corpo. Com as emoções à flor da pele, dificilmente tomamos decisões sensatas. Então para que a sua escolha seja consciente, cuide de você primeiro. Se for o caso, comece um processo de autoconhecimento e descubra o que realmente importa para você e o que te faz feliz.

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Um abraço e até o próximo post!

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Imagem: Raw Pixel via Unsplash.
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Sobre a autora

Fundadora do Mudança em Foco. Heidi Muniz é coach e mentora de desenvolvimento pessoal. Suas linhas de trabalho são a autoestima, relacionamentos amorosos e crescimento pessoal. Saiba mais sobre as mentorias da Heidi na página Serviços ou conheça a trajetória dela na página Sobre.