O que é autocrítica e como ela afeta a sua autoestima?

Heidi Muniz | Autoestima

mar 30
autocritica

Ao cometer um erro, qual é a primeira coisa que você faz? Você fala consigo mesma usando palavras de compreensão? Ou você se critica? É muito mais intuitivo escolher a segunda opção, não é mesmo? Ter uma dificuldade geralmente é visto como fracasso, como prova de que você não é capaz.

Esta intolerância ao erro vem de uma autocrítica muito forte. A autocrítica, por sua vez, está relacionada com a autoestima. Ambas as habilidades caminham juntas. Desse modo, para melhorar a sua autoconfiança é preciso equilibrar a autocrítica. Mas antes de fazer qualquer mudança, é importante entender como tudo isso funciona. Então confira neste artigo, o que é autocritica e como ela afeta a sua autoestima.

Entenda o que é autocrítica

Imagem: Court Prather, via Unsplash.

A autocrítica é aquela voz na sua cabeça, que julga quem você é, o que você pensa, sente e faz. Ela também pode ser entendida como a habilidade de julgar você e as suas experiências de vida.

Quando a autocrítica é pouco desenvolvida, a pessoa pode demonstrar uma imensa admiração por si própria, baseando-se em coisas supérfluas. No dia a dia, costumamos dizer que este tipo de pessoa “se acha”. Além disso, é difícil para uma pessoa presunçosa aprender com suas falhas ou perceber que está machucando os outros e a si mesma.

Por outro lado, quando a autocrítica é muito forte, você se culpa demais e carrega consigo uma espécie de inimiga interna. Toda vez que você falha, a sua autocrítica acaba com você. Ou seja, você se julga de maneira cruel, com palavras duras, principalmente em fases difíceis. Quando isso acontece, são geradas tantas emoções negativas. Você sente raiva de si mesma. Não aceita que errou, se insulta e pode passar a acreditar em coisas que pesam no seu coração ano após ano, tais como: “Eu não consigo.” “Eu tenho fracasso”.

Como a autocrítica afeta a sua autoestima?

Imagem: Clarke Sanders, via Unsplash.

Tanto a autoestima exagerada quanto a pouco desenvolvida refletem problemas na autoestima.

Quando a autocrítica é muito forte

Uma pessoa que exige muito de si, tende a não ser compreensiva com seus próprios erros. Até porque, parece mais natural ser gentil e amável com o próximo. Você poderia dizer: “Vai demorar, pois essa é uma dificuldade minha.” “Eu ainda não consegui, mas já melhorei muito.” Porém, com uma forte autocrítica, aquela voz na sua cabeça vai falar frases como: “Mas eu sou uma incompetente mesmo!” “Eu não sirvo para nada.” “Melhor desistir se for para continuar fazendo tudo errado.”

Então, com o tempo, pensamentos desse tipo te fazem acreditar que você não é capaz. Como consequência você fere a sua autoestima, pois ela se baseia exatamente na confiança de que você consegue sim lidar com os desafios da sua vida. Na verdade, você não perde a sua competência só porque errou. Errar faz parte da experiência de qualquer pessoa, até mesmo daquelas que você admira.

Mas para sua autocrítica, errar é algo inaceitável e é visto como motivo para duvidar do seu potencial e para machucar você com duros julgamentos. Outro detalhe, a autocrítica pode ser tão forte a ponto de diminuir as suas vitórias. Mesmo quando você consegue realizar um objetivo, essa voz pode dizer na sua cabeça: “Não foi bom o suficiente, fulana fez isso e mais isso.” Vitórias pessoais, por menores que sejam, são importante para a sua autoconfiança. Porém, uma autocrítica exagerada não te deixa nem mesmo sentir a felicidade do seus progressos. Percebe como uma autocrítica muito forte é tendenciosa? Se errou, critica. Se acertou, também critica porque deveria ter feito melhor.

Quando a autocrítica é quase inexistente

E quanto à autocrítica pouco desenvolvida? Embora pareça super confiante, uma pessoa presunçosa tem várias inseguranças. Na frente dos outros, a voz da pessoa pode ter um tom alto e decidido. No entanto, a postura aparentemente confiante é usada como proteção contra a opinião alheia. Por exemplo, imagine alguém que tenha vergonha de sua própria aparência. Então para se mostrar invulnerável, esta pessoa fala muito alto, conta sobre a facilidade que ela tem para fazer tal coisa, geralmente se comporta como “a dona da festa” e assim por diante. Tudo isso é uma estratégia para guardar com bastante cuidado a sua maior insegurança. Mas como esta pessoa nunca considera a possibilidade de se aceitar, sua autoestima continua sendo enfraquecida ao longo do tempo.

Como você pode começar a cuidar da sua autoestima?

Imagem: Tim Mossholder, via Unsplash.

Você aprendeu neste artigo que uma autocrítica branda demais ou forte demais prejudicam a autoconfiança. Então a fim de construir autoestima saudável, uma alternativa que pode ajudar é buscar um equilíbrio da sua autocrítica. Isso não significa que você deva ter um discernimento perfeito. Ao contrário, significa apenas estar disposta a perceber o que você está fazendo e, se possível, fazer melhorias. Quando exagerar nas críticas, veja as duras palavras que você usou, pense bem se você usaria estas palavras com uma amiga querida. E quando você fizer algo errado e buscar justificativas para dizer que estava certa, pense como você julgaria se outra pessoa tivesse feito a mesma coisa.

Veja algumas ideias que ajudam a equilibrar a autocrítica

  1. A perfeição é uma expectativa fora da realidade. Seres humanos não são perfeitos. Logo, tentar fazer algo com perfeição vai no máximo te frustrar. Lembre-se: fazer bem feito é diferente de fazer perfeito. Mas a boa notícia é que você não precisa de perfeição para merecer amor e respeito. E mesmo com falhas e dificuldades, você é capaz de realizar seus objetivos.
  2. Todas as pessoas possuem dificuldades, sem exceção. Pode não ser a mesma que a sua, mas todos têm limitações. Portanto, você não tem fracasso porque falhou. Você tem um desafio a sua frente, que se estiver disposta a trabalhar, pode fazer de você uma pessoa melhor.
  3. Você não precisa “se achar” para se proteger de opiniões alheias. A autoconfiança é o seu maior escudo.
  4. Se a sua autocrítica tem sido branda demais, procure perceber como as suas atitudes tem afetado a vida das pessoas ao seu redor.
  5. Se existe alguma coisa hoje que você não consegue aceitar em si mesma, procure maneiras de melhorar. E se não puder melhorar, procure alternativas para conviver com este problema de uma maneira que te machuque menos.

Como dica final, o primeiro passo para cuidar da sua autoestima é saber que você sempre pode mudar, sempre pode melhorar. Você não é assim. Quem você é e o que você faz são escolhas suas.

Imagem principal: Alexander Solodukhin, via Unsplash.
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Sobre a autora

Heidi Muniz é coach de vida certificada pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC). Ela ensina mulheres a construir sua autoestima e recuperar o amor-próprio, com o coaching. Atualmente, seu foco são o Coaching de Autoestima e palestras on-line. Para saber como você pode aprender com a Heidi, acesse a página de Serviços ou a página Sobre.