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Família tóxica: como conviver sem prejudicar o seu emocional

Heidi Muniz | Autoestima

jun 05
familia toxica

Muitas famílias passam, de geração em geração, certos padrões de comportamento que podem atrapalhar bastante a vida de uma pessoa e prejudicar o seu emocional. É o que costumam chamar de família tóxica. Dentre estes padrões de comportamento negativos, alguns dos mais frequentes são:

  • vitimismo
  • pessimismo>
  • falta de apoio e incentivo
  • reagir sempre com raiva
  • ser altamente exigente
  • falta de respeito e consideração com pessoas próximas
Um parênteses rápido aqui
Estamos chamando de família tóxica, mas não é para incentivar o ressentimento nem julgamentos. Eu prefereria usar o termo “famílias com comportamentos que não promovem a felicidade”. Mas vamos usar este termo “família tóxica” ao longo do artigo porque esse é o termo mais usado e conhecido, o que facilita que este artigo seja encontrado por pessoas que estejam procurando conviver de maneira equilibrada com seus familiares.

Então antes de “atirar a primeira pedra”, é preciso entender 2 pontos sobre uma família tóxica:

2 ideias que você precisa entender sobre a sua família
  1. Entenda que os seus familiares não agem assim por esporte. Eles foram criados dessa maneira, portanto, aprenderam isso com as gerações anteriores e vivem em sofrimento. Como assim? Uma pessoa oferece ao próximo aquilo que tem dentro de si. Se um familiar seu só consegue dizer coisas pessimistas, se te desanima, se reclama de tudo, imagine o quanto essa pessoa está sofrendo por dentro para compartilhar tanta coisa ruim. Então em vez de vê-los como “eles estão aqui para me ferir”, veja-os como “eles estão vivendo em sofrimento”.
  2. Os problemas, o sofrimento e os padrões de comportamentos negativos da sua família não precisam continuar acontecendo na sua vida. Você pode mudar estes comportamentos com desenvolvimento pessoal e coaching. E assim, praticando uma nova atitude de cada vez, você passará a ter hábitos mais positivos e uma postura com a vida emocionalmente mais forte e equilibrada.

Tendo isso em mente, vejamos o que você pode fazer para conviver sem prejudicar o seu emocional.

Como conviver com uma família tóxica sem prejudicar o seu emocional

Procure equilibrar seus esforços

Você pode resolver alguns problemas da sua família, mas não deixe as suas coisas de lado. Existe um limite até onde você pode ajudá-los. Eles têm suas próprias responsabilidades. E ao tentar assumir responsabilidades que não são suas, você cria um desgaste emocional que poderia ser evitado. Então é essencial que você não espere sobrar tempo para você, mas que você reserve um tempo para si. Não tente resolver cada problema deles. É aí que está o equilíbrio. Faça seus compromissos, cuide de você e ajude apenas no que for possível, sem se sacrificar.

Trabalhe os padrões que você aprendeu com sua família

Existe muita coisa que você pode aprender sobre desenvolvimento pessoal para trabalhar padrões de comportamentos negativos. Por que é necessário trabalhá-los? Porque esses padrões são ações automáticas, que você só percebe que te prejudicou depois de já ter agido. O problema disso é que viver no modo “piloto automático” pode custar caro para o seu emocional e atrapalhar a sua vida.

Então uma das maneiras mais simples e efetivas de trabalhar padrões negativos, que foram enraizados pela sua família, é observar. Observe nas suas frases, nos seus pensamentos e ações, o que você anda carregando de negativo ou que tem te prejudicado, sem julgar ou criticar. Um exemplo de padrão é pensar que nunca nada dá certo para você. Quando esse tipo de pensamento vier, observe. “Aham, aí está o padrão, eu consigo ver agora”.

Detalhe importante sobre críticas

Ser altamente exigente consigo mesma pode ser um padrão da mente também, e observar outros padrões pode “ativar” uma enxurrada de autocrítica. O que fazer então? Lembre-se que as críticas não te servem de nada neste momento, pois a intenção não é apontar o dedo e dizer que você está errada. O objetivo de observar é desligar temporariamente os padrões. Quando você observa seus pensamentos e atitudes, é como se você “pegasse no flagra a sua própria mente”. Isso desliga temporariamente tudo o que a mente distorce sobre a realidade (as chamadas distorções da mente). Então se a autocrítica surgir no meio do caminho, observe a autocrítica, isso te ajudará a desligá-la também. E assim você irá conseguir ver com mais clareza.

Exemplos de clareza que surgem quando você observa as distorções da mente:

  • Então eu não precisava ter dito aquilo.
  • Não adianta me julgar agora, eu já entendi as consequências da escolha que fiz, agora vou ter foco em melhorar nas minhas próximas escolhas.
  • Ah entendi, eu não preciso esperar o pior, coisas boas podem acontecer também.
  • Humm, vou tentar de outro jeito porque meus sonhos valem a pena sim. Melhor tentar do que passar a vida frustrada.

Isso se chama ter mais consciência, e com consciência elevada você pode simplesmente dar uma nova direção para sua vida, com mais positividade e amor, independentemente da história da sua família.

Mude o ambiente ao seu favor

Em vez de tratar os seus familiares com pena ou rancor, incentive-os. Quando alguém vier reclamar da vida para você, transforme a informação que essa pessoa te traz ou mude a conversa para um ângulo mais positivo. Exemplo: “Minha filha não fiz nada na minha vida, minha vida acabou depois que separei do seu pai. Você pode responder: mãe, tem muitas coisas que você pode fazer ainda na sua vida, tem coisas que você gosta de fazer (liste algumas que você sabe) e tem mais aquilo que você pode aprender. Você sempre pode construir sua própria felicidade. Parece positivo demais para sua família? Isso é normal no início, ainda mais se o ambiente costuma ser mais negativo e cheio de rancor. O importante é que você comece a praticar um suporte de positividade que até então não existia na sua família.

E se o seu familiar insistir na negatividade?

Aliás, é bem provável que ao tentar levar a conversa para um lado mais otimista, seus familiares vão insistir nos velhos padrões. “Não mas, eu passei por isso e aquilo”, “Não mais seu pai acabou com a minha vida”, “Não mas eu já estou velha demais”, etc. Neste caso, depois de tentar incentivar e a pessoa insistir muito na negatividade, interrompa a conversa. Repito, é normal ter resistência no início.

Se despeça educamente e diga que precisa fazer alguma coisa. Não se preocupe, você não está fazendo uma maldade, você está apenas respeitando o nível de consciência do seu familiar. Essa pessoa não vai estar pronta para receber incentivo logo de primeira. E por outro lado, você evita o seu próprio desgaste emocional e estresse. Vá com calma. Aos poucos, os seus familiares vão entender você não vai dar suporte a negatividade. Eles podem até continuar com os padrões negativos, mas vão aprender que com você, a conversa é positiva kkkkkk

Bem, eu vou ficando por aqui. Me conta nos comentários se você tem algum familiar assim e se está tentando mudar atitudes na sua vida. Um abraço!

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Sobre a autora

Heidi Muniz é coach de vida certificada pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC). Ela ajuda mulheres a recuperarem sua autoestima e serem reconhecidas pelo seu valor. Para saber como você pode aprender com a Heidi, acesse a página de Cursos ou a página Sobre.