5 causas da baixa autoestima e qual o primeiro passo para mudar

Heidi Muniz | Autoestima

fev 02

A baixa autoestima pode se expressar de diferentes maneiras. Por exemplo, há pessoas que sempre interpretam suas falhas como fracasso e não conseguem ver que errar faz parte do caminho, que é um aprendizado. Por outro lado, existem pessoas que podem ouvir mil elogios, seja de sua aparência ou de sua capacidade. Mas ainda assim, elas não estão satisfeitas com o que vêem no espelho ou com o que são capazes de fazer. Para elas é difícil ter uma opinião positiva de si. E ainda há quem viva sem motivação para sair da rotina e realizar novos projetos de vida. Mesmo incomodada com a situação atual, a pessoa permanece como está.

Dessa forma, a autoestima afeta diferentes aspectos da vida. E como consequência, muita coisa pode melhorar se você cuidar da sua autoestima. Porém, antes de tomar uma atitude, é importante entender o que pode enfraquecer a confiança de uma pessoa. Então conheça neste artigo 5 causas da baixa autoestima e qual o primeiro passo para mudar.

Conheça 5 causas da baixa autoestima

1. Pensar primeiro nos outros

Imagem de Jurien Huggins, via Unsplash.

Quantas coisas você deixou de fazer, porque pensou primeiro nos outros? Quantas vezes você fez o que as outras pessoas queriam ou precisavam e, só depois, pensou em si própria? Embora o amor pelos filhos, família e amigos, seja um sentimento nobre, nunca pensar em você mesma diminui a sua autoestima.

Se você sempre pensa primeiro nos outros, se você se sacrifica tanto, sabe o que é que você está dizendo para si mesma? Que você não é importante. Apesar de isso não ser verdade, apesar de você ser muito importante, você esteve, por um bom tempo, afirmando o contrário para si. E isso fere a sua autoestima.

2. Não dar voz as suas vontades

Imagem de Kyle Glenn, via Unsplash.

Seja por receio de que suas decisões desagradem os outros ou porque não gostam de discutir, muitas pessoas têm dificuldade para dizer “Não” e para falar o que realmente querem fazer. Não por acaso, um dos maiores incômodos é continuar fazendo as vontades daquela amiga ou parente mandão. E ainda há outras pessoas que sabem que você têm dificuldade para falar “Não” e fazem drama para conseguir o seu “Sim”.

Então quando você diz “Tanto faz” ou “Tá bom”, mesmo sabendo o que você quer, você está passando para outra pessoa uma escolha que deveria ou poderia ser sua. E ao passar o seu poder de escolha para os outros, você está afirmando para si que a sua vontade não é importante. Perceba o quanto você está reforçando este padrão negativo na sua mente. É por isso que não dar voz as suas vontades, machuca e enfraquece a sua autoestima.

3. Não se aceitar

Imagem de Oleg Ivanov, via Unsplash.

Quando nos referimos a “aceitar a si mesma”, isto inclui aceitar:

  • o seu corpo
  • as suas emoções
  • os padrões da sua mente (“os mesmos erros”)
  • os seus gostos
  • as suas dificuldades

Tudo isso é parte de você. E quando você não aceita alguma destas partes, você deixa de praticar o amor-próprio. Ou seja, você rejeita a pessoa que mais precisa do seu amor: você mesma. E é natural se sentir insegura, quando somos rejeitadas. Assim, surge a baixa autoestima, pois você está rejeitando a si mesma.

4. Ter uma autocrítica impiedosa

Imagem de Christian Erfurt, via Unsplash.

Pessoas perfeccionistas ou muito exigentes, podem ter baixa autoestima devido a uma autocrítica impiedosa. Quando exagerada, a autocrítica é aquela voz na sua cabeça que diz que você poderia ter feito melhor, que os outros são bem rápidos, que os outros têm mais facilidade. Que você não é boa nisso. E quando você falha, a autocrítica vai a mil! Essa voz fala que foi um fracasso, que você deveria ter previsto, que foi negligência sua. E que você precisa se esforçar ainda mais ou desistir de uma vez por todas.

A fim de entender como funciona a autocrítica, imagine que você tem um inimigo, andando junto com você. Aonde quer que você vá, em cada oportunidade que você tropeça, esse inimigo te ataca, te põe para baixo. Suas duras palavras fazem você se sentir tão mal, que não importa a vitória conseguida, nunca é o suficiente para você se valorizar. Esse inimigo é a autocrítica. E como ela impõe ataques frequentes ao seu amor-próprio e a sua confiança, ela gera uma baixa autoestima.

5. Tentar controlar ou mudar o que não está ao seu alcance

Imagem de Omar Lopez, via Unsplash.

Por mais que você queira, existem situações que não é possível controlar. Veja alguns exemplos:

  • o que os seus filhos adultos fazem
  • o que o seu marido/namorado e família fazem
  • a opinião das outras pessoas
  • o quão correto as pessoas agirão com você
  • se as pessoas gostam ou não das suas decisões

Então é comum que ao tentar controlar ou mudar circunstâncias como estas, as coisas não saiam como você gostaria. Como consequência, talvez você se sinta frustrada. No entanto, desde o início, se tratava de algo que estava além do seu alcance. Portanto, um resultado diferente do que você queria é até esperado. O problema é que a sensação de falhar, mesmo que na realidade a falha seja de outra pessoa, causa um insegurança, isto é, cria uma fragilidade na sua autoestima.

Vejamos outro exemplo: uma mãe que não consegue convencer o filho a seguir uma certa carreira, pensa que falhou em sua educação. Mas na verdade, esta mãe não falhou em nada, pois a escolha da carreira sempre foi responsabilidade do filho. Este tipo de atitude contribui para ter uma baixa autoestima, por duas razões. Primeiro, porque você se sobrecarrega com um peso que não é seu, mas sim de outra pessoa. E segundo, porque a frustração de falhar faz com que você se sinta incapaz, diminuindo a sua confiança em si mesma.

Qual o primeiro passo para fortalecer a sua autoestima?

Imagem de Rawpixel, via Unsplash.

Há pessoas que já entenderam que precisam mudar. Mas há uma diferença entre saber que precisa mudar e estar disposto a mudar. E é exatamente este o primeiro passo para fortalecer a sua autoestima: estar disposta a agir.

Quando você estabelece consigo mesma, o compromisso de mudar de atitude, não há mais desculpas, não há mais empecilhos. A hora para construir uma autoestima saudável é agora. E então, com esta decisão de mudar, você começará a praticar tudo o que puder lhe ajudar. Você aproveitará cada velho problema para transformar em um novo aprendizado.

Um abraço!

Imagem principal: Maria Victoria Heredia Reyes, via Unsplash.
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Sobre a autora

Heidi Muniz é coach de vida certificada pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC). Ela ensina mulheres a construir sua autoestima e recuperar o amor-próprio, com o coaching. Atualmente, seu foco são o Coaching de Autoestima e palestras on-line. Para saber como você pode aprender com a Heidi, acesse a página de Serviços ou a página Sobre.